sábado, 9 de maio de 2015

Chamar a morte


Sinto uma força dentro de mim,
Uma força que não consigo explicar.
Uma revolta constante
Contra todos os que me tentam amar.
Abandonada constantemente
Vejo a morte a aproximar.
Será este o meu destino?
Talvez o melhor seja te deixar
Seguir caminho
Sem mim para te desequilibrar.
Sou um peso morto que carregas
Ou já me deixaste ficar?
Vale a pena chamar a morte para me levar
Ou ainda me vais tentar salvar?
Tento levantar-me sem sucesso
Acabando no chão a chorar.
És tu que estás a meu lado a tentar apoiar-me?
Ou és tu que me empurras quando já estou quase a alcançar a posição em que quero ficar?
 

Azul


Só para me ver sofrer

Mandaste pintar o céu de azul.

Partiste sem nada dizer,

E aqui me deixaste a morrer.

 

Só mais um sopro e eu sinto que consigo voar.

Leva-me contigo, encontramo-nos onde eu te possa amar.

Não te escondas mais, por favor, deixa-te encontrar.

Deixa-me ser feliz, ajuda-me a esta ponte atravessar.

Do outro lado está o resto da minha vida

(Eu preciso de parar de pensar

Desliga-me por uns minutos

Deixa a morte atuar

Para que a minha alma se possa salvar).

 

Busco um sinal de que estou certa, de que este é o caminho que devo seguir.

Por favor diz-me que não estou errada, sabes que me podes levar a voltar a sorrir.

Eu sou


Eu sou a boneca partida

Com o qual ninguém quer brincar.

Nunca a escolhida,

Sempre desprovida

Da diversão a que todos têm direito.

 

Eu sou a alma perdida

Que vagueia sem parar,

Noite e dia.

O mar percorria,

A terra pairava.

Tudo o que eu queria

Era alguém para amar.

 

Eu sou a onda quebrada,

Sempre inacabada,

Nunca chego a quebrar

À beira-mar.

Desfaço-me a meio

Sem mais força para a vida aguentar.

 

Eu sou a lágrima derramada

Apenas chamada

Quando algo está mal.

Em momentos de felicidade

(Não que vos interessasse)

A lágrima também queria participar.

Mas para ela nunca há lugar.

 

Eu sou a peça do puzzle que não encaixa,

Pareço sempre estar a mais.

Por mais que tente, ou que me faça notar,

Nunca ninguém tem interesse em por mim procurar.

 

Como se bastasse, sou também um livro que lês.

Sempre me mostrei como sou,

Só tu é que não o vês.

(Talvez não me queiras ver

Gostava de poder saber

Se vale a pena viver

Para amar o outro

Mas só o ver sofrer).

There's no such thing as sadness. Sadness is everything.


Tentei deixar-me de cenas. Juro que tentei. Mudei de escola, quase deixei o passado, mas tudo continua mal. Talvez volte para o blogue, ainda não sei. Entretanto vou deixar aqui uns poemas que fiz e uns textos, alguns um pouco antigos, outros de ontem à noite. Anyway, olá de novo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Deep down

Eu nunca disse aqui no blogue, mas eu acredito muito em Deus, e falo muito com ele.
E o único problema que tenho neste momento foi que pequei.
E sempre que vou à Missa, dá-me uma dor enorme no peito, as lágrimas chegam-me aos olhos, e eu faço um esforço para não chorar.
Sei que é um dilema que parece fácil de resolver, mas não é.
Quando as pessoas se confessam, as coisas espalham-se, há sempre alguém que ouve. Já passaram dois anos, e eu, há dois anos atrás, não passei pelo julgamento, mas sei que se alguém soubesse, me tornaria conhecida.
É triste que eu não consiga corrigir este erro.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

All of me

Mesmo odiando muitos, eu dou tudo de mim, eu tento mostrar-lhes que mesmo não gostando da personalidade deles os apoio, e eles retribuem.
Mas eu preciso de alguém que me dê tudo de si, que me apoie, que me entenda, e eu não tenho ninguém assim. Ninguém.
Digamos simplesmente que não estou a lidar bem com a questão de estar solteira, eu só precisava de um abraço de vez em quando, ou um "vai ficar tudo bem".
Ele dava-me isso, só que eu pedia sempre algo mais, é não via o que tinha.
Mas já não sinto vontade de chorar, e isso já é ótimo.
Pelo menos, eu acho que já é ótimo.
Mas não vou negar, ainda tenho um grande carinho por ele, e gostava que ele sentisse esse carinho por mim.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

fake friends

Estou farta de tentar descobrir se tenho bons amigos ou não.
Quer dizer, os teus amigos não se riem de tu estares irritada, muito menos te desejam o pior.
Pois bem, eu só tenho amigos por conveniência, não sei a quem dizer o que sinto, e só me apetece desaparecer.
Por mais que tente, não posso ignorar o facto de que tudo isto é uma prova, mas já dura à tanto tempo. O pior é que acham que eu sou como elas.
Digo-vos, tudo o que sei, não uso contra os outros, e eles não deviam pensar assim.

Esta é a minha parte favorita, é que sou diferente delas, e nunca serei igual.
Será que se fosse igual a elas, teria mais amigos? Quem sabe?
Só não vou descer ao nível delas.